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| O bolo de aipim de Sonia Araújo | ||
| Publicada: 17/07/2012 9:44 | ||
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Helô Sampaio

Trem bom é o mês de junho, dos Namorados, de Santantoinho, de João e Pedro, e que se encerra com o 2 de Julho dos Caboclos.
É festa pra todo gosto. E mesmo com seca inclemente ou chuva torrencial os municípios sempre dão um jeitinho de fazer festa para trazer alegria ao nosso pobre, animado e sofrido povo. E tem coisa melhor que subir a poeira do salão sacudindo as ancas ao som de uma sanfona bem puxada? É demais, véio!
Desde o dia dos Namorados, 12 de junho, que eu estou em festa. Todo fim de semana vou a um reggae em casa de algum amigo no Litoral Norte (ô coisa boa: o cara tem trabalho de manter e limpar a casa e a gente vai lá no fim de semana só para usufruir das delicias. Quer mais, meu bonito?).
E às quintas-feiras tem um almoço com os coleguinhas no Clube do Curió, ou no Porto Moreira, onde Sarah Tupinambá comanda o espetáculo em companhia de Aquino, meu menino traquina de Ilhéus, hoje respeitável empresário da Mural Publicidade.
Aí chega o São João safadinho deste ano, de sábado para domingo, sem nenhum dia para ‘enforcar’, estragando a festa da maior parte da galera que não pode viajar. Eu, 'capei o gato' para Barra do Jacuípe, com minha irmã Ana e meu primo Pedro Galvão, primas, amigos e filhas.
Ficamos na casa de Luana, da Atlas, num condomínio confortável, com sanfoneiro, fogueira, canjica, milho verde, galinha assada – e os bonitos ou barulhentos fogos. Quando o fole da sanfona soltou a primeira nota, ‘garrei’ um nego danado de bonito, pescador da área, e ‘rastei’ o pé no salão, depois de ter provado todos os licores. Dancei a noite toda e fui dormir inebriada – para não usar outro termo.
Aí, chegou o dia 26. Dia do ‘niver’ de Gilberto Gil, Cris Porto, Alba Regina e de 'euzinha', a bonitinha do pedaço. Mas eu já jurei que só mudo de idade de cinco em cinco anos. Portanto não faço festa, mas recebo o abraço de alguns amigos – Horácio, Carlito, Elizete, Pedrito e de coleguinhas de trabalho – que não esquecem a data. Coisa de coração.
Este ano, eu me dei de presente uma viagem ao novo oeste. Como não conhecia aquelas bandas, fui com Mira e Dumas, meu pilotinho, conhecer a região: Cristinópolis, Seabra, Ibotirama, Barreiras e Luís Eduardo. Rodamos mil quilômetros, até lá, em 12 horas. Mas, pode acreditar, meu bonitão, a viagem vale a pena.
Chegamos em Luís Eduardo, com Joaci Queiroz, irmão de Mira, nos esperando com um lauto jantar. Queiroz é casado com Linei, uma cuiabana craque na cozinha. Era banquete meio dia e de noite. Não passo passar perto de balança nestes dias nem para descontar pecado.
Extrapolei sem dó! E arrependimento sempre diz 'presente'.
A gente começa a sentir a diferença na viagem a partir de Lençóis, quando o poeirão e as carretas bi-trem tomam conta da estrada. O estradão é bonito. Em Ibotirama tem uma ponte de 1.045 metros sobre o Velho Chico, deixando-o mais lindo e imponente.
As rochas e a caatinga realçam a beleza do Sertão, mesmo padecendo desta da seca inclemente. Um pôr-do-sol avermelhado, cinematográfico, inesquecível nos emocionou, lembrando que a Beleza está em todos os lugares. Só temos que enxerga-la. Chegamos,finalmente, a Luis Eduardo!
A cidade é diferente das demais, chegada aos opostos. Prédios belíssimos, comércio de primeiro mundo com lojas com queda d’água como decoração, grandes empresas e restaurantes convivem com ruas sem calçamento e muita, muita poeira. Poeira que é levantada por carros luxuosos, muitas 4X4 novinhas, e as carretonas ‘wanderléias’, bi-trens e rodo-trens.
Diz-se que em Luís Eduardo tem mais carreta do que gente. Fiquei entendida em carretas. Nunca tinha visto tantas juntas em minha vida. Também passei a ser autoridade em soja, sorgo e algodão, culturas da região. E vou lhe garantir, meu bonito: a cidade de Luís Eduardo ultrapassará as outras em desenvolvimento e economia em cinco anos. E será uma das ‘dez mais’ do Estado, em dez anos - ou menos - escrevam aí.
Depois do São Pedro voltamos, com parada obrigatória em Iaçu, para saborearmos o bode assado de Neide, irmã de Mira, arrematado com uma galinha de capoeira. Até agora lambo os dedos. Mas gostei de ver o desenvolvimento, as novas obras da cidade, o marco de entrada, os postos de saúde, uma creche digna, e... a ponte nova. Que está linda, lindona (eu morria de medo de passar na ponte velha, com as tábuas soltando a cada metro. Um horror!). Corri a cidade com o meu amigo e cicerone, Luís da Coelba, parando em todos os botequins para matar a saudade!
Depois, tive que voltar correndo para Salvador pois estavam chegando as minha sobrinha gêmeas – Nina e Lara – filhas de Gianna e Nilton. Ana, minha irmã, está toda metida a besta com as netinhas, que vieram fazer companhia a Ana Rosa, hoje com três aninhos.
É a renovação da Vida. Mas vamos comemorar a chegada das meninas com este Bolo de Aipim que Sonia Araujo, a Neguinha gostosa de A Tarde, mandou de presente para as meninas. Anote aí.
Bolo de Aipim
Ingredientes
1k de aipim ralado
1 coco ralado
300g de açúcar
100g de manteiga
4 ovos inteiros
¼ de litro de leite
1 pitada de sal
1 gota de baunilha
Modo de preparar
Numa batedeira, colocar a manteiga, os ovos e o açúcar, batendo bem
Adicionar o aipim ralado - espremendo um pouco para retirar o excesso de líquido – o coco ralado, o sal, o leite e a baunilha
Misturar tudo com uma colher e depois colocar em uma forma redonda, untada com manteiga e polvilhada com farinha de trigo
Levar ao forno por cerca de uma hora, ou até ficar corado
Saboreie com gosto, dando graças ao Senhor por poder apreciar as cores, os sabores, as belezas da Vida! Saúde!
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Bolo de aipim
Helô Sampaio ensina a preparar o prato, criado pela jornalista Sônia Araújo
Ela garante: é para saborear com gosto, dando graças por poder apreciar os sabores da vida
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